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Câncer de Pênis

O câncer de pênis é uma doença mais frequente na população de baixo nível socioeconômico, em países em desenvolvimento, como em algumas regiões do Brasil, principalmente o norte e nordeste.

Causas e prevenção

O principal tipo histológico é o carcinoma de células escamosas e relacionado à irritação crônica por má higiene, fimose e doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV. A prevenção do tumor é realizada facilmente com a educação da população, com o cuidado de higiene, uso de preservativo nas relações sexuais para se evitar o HPV e a cirurgia de fimose ou exuberância de prepúcio na puberdade.

Diagnóstico e estadiamento

O paciente apresenta inicialmente lesão vegetante ou úlcero-vegetante, que acomete inicialmente a glande (80%),
prepúcio (15%) ou sulco coronal (5%). O exame físico apresenta alto valor preditivo positivo, sensibilidade e
especificidade, sendo o principal método para a avaliação de extensão local e metástases envolvendo os linfonodos
inguinais, que é o primeiro local de disseminação metastática. O diagnóstico é confirmado pela biópsia da lesão.
Tomografia e ressonância são utilizadas para definir o estadiamento, apesar de se ter muito falso positivo ou falso
negativo. No câncer de pênis quase 50% dos linfonodos aumentados na região inguinal não são metastáticos e 20% dos linfonodos não palpáveis têm metástases.

Tratamentos

O mais indicado para lesão primária é a amputação parcial ou total do pênis, dependendo do nível de acometimento
deste. A amputação parcial permite que o paciente tenha ereções e relações sexuais posteriormente. A linfadenectomia inguinal e, às vezes pélvica, está indicada nos casos de lifonodos inguinais palpáveis , tumores de alto grau e tumores localmente avançados. Alguns urologistas usam antibioticoterapia nos casos de linfonodos inguinais palpáveis, e fazem a linfadenectomia se continuarem aumentados (50% são inflamatórios), mas esta conduta é controversa e discutível, devido ao baixo nível de pacientes que retornam para controle posteriormente. A quimioterapia sistêmica tem sido utilizada no pré e pós-operatório com resultados variáveis e está em avaliação com novos estudos. A radioterapia local do pênis é usada em alguns casos selecionados, com resultados discutíveis.

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